“A Geografia não é física nem humana. A Geografia é das humanidades”. Milton Santos
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terça-feira, 12 de janeiro de 2010

cOiSaS dO bRaSiL…


Copenhague: Discussão sobre clima divide países em desenvolvimento


Por algumas horas, as negociações chegaram a ser suspensas nesta quarta-feira (09) na principal plenária da reunião das Nações Unidas sobre o clima, em Copenhague, a pedido da representação de Tuvalu – que exige um acordo legal que seja mais restritivo do que o Protocolo de Kyoto.
A iniciativa do pequeno país-ilha, um dos mais ameaçados pelo aumento do nível dos mares, levou a uma rara divisão no grupo G77/China, que costuma negociar em bloco pelos países em desenvolvimento.
O negociador-chefe da ilha, Ian Fry, afirmou que o país não vai aceitar nada menos do que a discussão de um novo protocolo legal, apresentando formalmente há seis meses, e mais rigoroso que Kyoto.
“O meu primeiro-ministro e vários outros chefes de Estado têm a intenção clara de vir a Copenhague para assinar um acordo com validade legal”, afirmou Fry. “O nosso futuro depende desse encontro.”
A iniciativa teve o apoio de outros integrantes da Associação dos Pequenos Países-Ilha (Aosis, na sigla em inglês), que inclui as ilhas Cook, Barbados e Fiji, além de países pobres da África, como Serra Leoa, Senegal e Cabo Verde.
Vários países do G77 apoiaram a proposta de Tuvalu, que visa a limitar o aumento da temperatura a 1,5ºC, e estabilizar as concentrações de gases que provocam o efeito estufa em 350 partes por milhão (ppm), em vez de 450 ppm, como querem os países industrializados e alguns em desenvolvimento, entre eles, o Brasil.
Atualmente, a concentração de gases do efeito estufa na atmosfera gira em torno de 387 ppm.
Para países emergentes, como Brasil, China, Índia e África do Sul, o limite de 350 ppm não é bem aceito, porque pode se tornar uma barreira para o crescimento econômico.
Enquanto o bloco dos países em desenvolvimento parece apresentar rachaduras, a histórica desconfiança entre o grupo e os países industrializados não mostra sinais de redução.
Em entrevista coletiva da União Europeia, o negociador-chefe sueco, Anders Turesson, reclamou da ação da China, com apoio do G77, que estaria vetando a discussão de metas para países desenvolvidos no grupo que negocia um acordo pós-Kyoto.
Os chineses defendem que as metas dos países ricos sejam estabelecidas pelo grupo que negocia a expansão do Protocolo de Kyoto, e não em um acordo separado.
O problema, para os europeus, é que os Estados Unidos não participam das discussões de Kyoto, já que nunca ratificaram o tratado.
O sueco deixou claro que a primeira opção da Europa é a criação de um único instrumento legal que aborde todos os países.

Alecrim

Só arroto de boi equivale a 69% dos gases-estufa por desmate no Cerrado

As emissões de metano liberadas por arrotos de bois e vacas que pastam no Cerrado equivalem a nada menos que 69% do total de gases-estufa emitidos por desflorestamento e queimadas para pastagens nessa região. O bom funcionamento estomacal do gado libera metano (CH4), um gás suficientemente potente para entrar nos cálculos do aquecimento global .
Na Amazônia o rebanho bovino não é tão ambientalmente incorreto: a fermentação entérica naquele bioma equivale a 10% do estrago causado para implantar pastagens.
Os dados são de estudo coordenado por Mercedes Bustamante, da Universidade de Brasília (UnB), Carlos Nobre, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e Roberto Smeraldi, da ONG Amigos da Terra – Amazônia Brasileira. O trabalho mostra, pela primeira vez, que metade das emissões de gases-estufa do Brasil vem da pecuária .
 Para reduzir essa fermentação nociva ao planeta, os especialistas recomendam melhoria genética do rebanho e “melhoria na dieta”.
O Brasil tem aproximadamente 190 milhões de cabeças de gado, o maior rebanho bovino comercial do mundo. Dá um boi ou vaca para cada habitante. As exportações da carne representam cerca de 24% da produção total, sendo a Rússia a maior importadora.
 A boa notícia é que as emissões da pecuária recuaram de 1,090 bilhão de toneladas para 813 milhões entre 2003 e 2008, seguindo o recuo do desmatamento em si. Na Amazônia, o recuo foi de 775 milhões para 499 milhões; no Cerrado, 231 milhões para 229 milhões; no resto do país, 87 milhões para 84 milhões.
via: G1

Tacho, Jornal NH

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

JOGOS DE GEOGRAFIA

Nesta seção disponibilizamos uma série de jogos para você aprender Geografia de forma descontraída.

Jogo das bandeiras: o retângulo deverá atingir a posição central somente quando a bandeira corresponder ao país indicado na parte superior.
Jogo das capitais: jogo onde você deve tentar adivinhar as capitais de diversos países.
Colorindo a América: pinte os países da América do Sul com as cores indicadas.
Pintando o Brasil: pinte várias regiões do Brasil conforme as instruções.
Rosa-dos-ventos: posicione os pontos cardeais na rosa-dos-ventos.
Jogo das populações: tente descobrir a população dos países.

O QUE É 'ESTADO-NAÇÃO'?



Leia o conceito das palavras “Estado” e “Nação” para entender o que significa o termo “Estado-nação”.



Estado
1. Nação politicamente organizada.
2. Organização político administrativo que, como nação soberana ou divisão territorial, ocupa um território determinado, é dirigido por governo próprio e se constitui pessoa jurídica de direito público, internacionalmente reconhecida.


Nação
1. Agrupamento humano, mais ou menos numeroso, cujos membros fixados num território, são ligados por laços históricos, culturais, econômicos e/ou lingüísticos.
2. O povo de um território organizado politicamente sob um único governo.


Como você pode observar, as palavras “Estado” e “Nação” se complementam, assim podemos dizer que “Estado-nação” é um território formado por um governo e uma população de mesma composição étnica-cultural. No Estado-nação, a identidade cultural dá origem a uma instituição política com características próprias daquela nação. Estudos apontam Portugal como um exemplo de Estado-nação, pois apesar da globalização e dos fluxos migratórios, a nação portuguesa ocupa o mesmo território há quase 900 anos.

População brasileira ultrapassa 190 milhões

A população brasileira chegou a 191,5 milhões de pessoas em julho deste ano, das quais 18% – aproximadamente um entre cinco – vivem nos dez municípios mais populosos. O total superou o de 2008 em 1,9 milhão. Os dados estão publicados no Diário Oficial da União e foram divulgados na manhã de hoje (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo as estimativas populacionais para os municípios em 2009, São Paulo continua sendo a cidade mais populosa do Brasil, com 11, 04 milhões de habitantes, seguida pelo Rio de Janeiro, com 6,19 milhões, Salvador, com 3 milhões, Brasília, com 2,61 milhões, e Fortaleza, com 2,51 milhões.

A população brasileira chegou a 191,5 milhões de pessoas em julho deste ano

Na lista dos dez municípios mais populosos, há apenas uma novidade, em relação a 2008: a capital paraense, Belém, com 1,44 milhões de habitantes, ocupou a décima posição, deixada por Porto Alegre.

A relação das dez cidades mais populosas excluindo as capitais permanece inalterada, com Guarulhos, na Grande São Paulo, no topo da lista, com 1,3 milhão de habitantes, seguida por Campinas (SP), com 1,06 milhão, São Gonçalo (RJ), com 991 mil, Duque de Caxias, com 872 mil, e Nova Iguaçu, com 865 mil.

Já entre as cidades com menor número de habitantes, destaca-se a paulista Borá, que, com 837 habitantes, continua sendo o município menos populoso do país. Outros destaques entre as menores cidades estão a mineira Serra da Saudade, com 890 pessoas, a goiana Anhanguera, com 1.018, a mato-grossense Araguainha, com 1.115, e a paulista Nova Castilho, com 1.112.

BRASIL: UM PAÍS MAIS VELHO

Saiba mais sobre o estudo de projeções da população brasileira realizado pelo IBGE.

A população brasileira está envelhecendo em ritmo acelerado e até 2050 quase 30% da população do país terá acima de 60 anos e a expectativa de vida deverá chegar aos 81 anos. Por sua vez, o número de pessoas entre 0 e 14 anos se encontra em declínio. Com taxa de fecundidade abaixo do nível de reposição, nascem cada vez menos crianças no país.
Com isso, o número de habitantes deverá parar de crescer e até diminuir, passando de cerca de 219 milhões em 2039 – quando atingiria seu máximo – para 215,2 milhões em 2050. Por outro lado, o aumento da população em idade adulta e economicamente ativa poderá representar uma grande vantagem para a economia brasileira nos próximos 30 anos.
Essas são projeções de um estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), intitulado “Projeções da população do Brasil por sexo e idade: 1980-2050”, o trabalho reconstituiu o crescimento populacional desde 1980 e, a partir de dados sobre fecundidade e mortalidade, faz projeções até o ano de 2050.