“A Geografia não é física nem humana. A Geografia é das humanidades”. Milton Santos
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quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Presidente do Ibama e Movimento Xingu Vivo


Em audiência de mais de três horas na sede do Ibama, em Brasília, o presidente do Instituto, Roberto Messias Franco, ouviu as considerações de sete representantes da ONG Movimento Xingu Vivo sobre a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu, Pará. Dentre as preocupações dos representantes estavam a redução da vazão do Xingu na Volta Grande, a diminuição dos peixes, a questão da malária e do transporte.
O agricultor Jucimar Silva revelou suas preocupações: “Sem ponte, vamos ficar isolados numa ilha”. Roberto Messias tem dito repetidamente que é ordem do presidente Lula olhar com muito critério as populações afetadas. “Nenhuma licença será assinada sem que haja segurança de que as comunidades serão respondidas em suas dúvidas”, enfatiza.
Para Antônia Melo, “os prefeitos das cidades afetadas pelo empreendimento não têm legitimidade para representar a população”. Os representantes também acreditam que o aumento da população pode gerar desequilíbrio social e problemas fundiários. Para eles, o empreendedor deveria compensar não apenas quem provavelmente será diretamente afetado pelo empreendimento, mas, também, aqueles que terão suas vidas modificadas indiretamente. “Se a empresa cria um problema para a comunidade, tem que se responsabilizar”, diz Guilherme Zagalo. Segundo ele, “as comunidades vão ficar com o vizinho rico, capaz de fazer pressão em políticos, e nenhum benefício para elas”.
O representante indígena Josinei Mendes Arara disse, entre outras coisas, temer pelo fim dos serviços médicos que sua aldeia recebe e, em tom veemente, assegurou que seu povo não quer ouvir falar no projeto da usina: “o Xingu será um rio de sangue se insistirem nisso”, ameaçou. “Não vou assinar nada que não seja esperança de vida para a população brasileira”, respondeu o presidente do Ibama, Roberto Messias. Ele esclareceu ainda que da mesma forma que estava ouvindo posições contrárias, também ouviu muitos representantes da população com opiniões altamente favoráveis e que acreditam que a Usina de Belo Monte vai levar desenvolvimento para uma região até então abandonada pelo poder público. “A equação não é simples. São vários aspectos a serem observados. E só com muito conhecimento técnico e também com diálogo será possível tomar decisão segura”, acrescentou Roberto Messias.

Por ASCON/IBAMA

Fonte: Site do IBAMA, acesso em 06 de dezembro de 2009

Conferência Internacional sobre Semiárido – ICID+18


A ICID+18 será o maior evento sobre meio ambiente de 2010 e acontecerá entre 16 e 20 de agosto. Ceará vai sediar Conferência Internacional sobre Semiárido neste ano;Entre os dias 16 e 20 de agosto de 2010 o Ceará sediará a II Conferência Internacional sobre Clima, Sustentabilidade e Desenvolvimento de Regiões Semiáridas.

A ICID + 18 será o maior centro de discussões do mundo sobre o tema e acontecerá 18 anos após a sua primeira realização, também no Ceará. A ICID 92, realizada em janeiro de 1992, foi fundamental para que o tema do semiárido fosse debatido durante a ECO 92, no Rio de Janeiro.

Assim como a primeira conferência, a ICID + 18 servirá como base para discussões na RIO + 20, em 2012. A Conferência será acompanhado pela comunidade científica brasileira e internacional.

Fonte: Modificado de Governo do Estado do Ceará, acesso em 065 de janeiro de 2010.

A conferência da Terra


A Conferência da Terra

Fórum Internacional do Meio Ambiente

Olinda – 2010

No período de 26 e 29 de maio de 2010, pesquisadores e membros da sociedade civil estarão reunidos em Olinda, para participarem da Conferência da Terra – Fórum Internacional do Meio Ambiente. A Conferência da Terra tem como objetivo apresentar à população informações atualizadas sobre as questões ambientais e medidas adotadas para controle e redução dos impactos socioambientais provocados pelas intervenções humanas no meio ambiente.
Na Conferência da Terra 2010 são esperados 1.500 participantes, cujos trabalhos desenvolvidos em torno do tema central Aquecimento Global, Sociedade e Biodiversidade, visam esclarecer sobre a natureza, abrangência e níveis de degradação do meio ambiente e, ao mesmo tempo, apresentar as alternativas para a saúde do Planeta.