“A Geografia não é física nem humana. A Geografia é das humanidades”. Milton Santos
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terça-feira, 12 de janeiro de 2010

cOiSaS dO bRaSiL…


Copenhague: Discussão sobre clima divide países em desenvolvimento


Por algumas horas, as negociações chegaram a ser suspensas nesta quarta-feira (09) na principal plenária da reunião das Nações Unidas sobre o clima, em Copenhague, a pedido da representação de Tuvalu – que exige um acordo legal que seja mais restritivo do que o Protocolo de Kyoto.
A iniciativa do pequeno país-ilha, um dos mais ameaçados pelo aumento do nível dos mares, levou a uma rara divisão no grupo G77/China, que costuma negociar em bloco pelos países em desenvolvimento.
O negociador-chefe da ilha, Ian Fry, afirmou que o país não vai aceitar nada menos do que a discussão de um novo protocolo legal, apresentando formalmente há seis meses, e mais rigoroso que Kyoto.
“O meu primeiro-ministro e vários outros chefes de Estado têm a intenção clara de vir a Copenhague para assinar um acordo com validade legal”, afirmou Fry. “O nosso futuro depende desse encontro.”
A iniciativa teve o apoio de outros integrantes da Associação dos Pequenos Países-Ilha (Aosis, na sigla em inglês), que inclui as ilhas Cook, Barbados e Fiji, além de países pobres da África, como Serra Leoa, Senegal e Cabo Verde.
Vários países do G77 apoiaram a proposta de Tuvalu, que visa a limitar o aumento da temperatura a 1,5ºC, e estabilizar as concentrações de gases que provocam o efeito estufa em 350 partes por milhão (ppm), em vez de 450 ppm, como querem os países industrializados e alguns em desenvolvimento, entre eles, o Brasil.
Atualmente, a concentração de gases do efeito estufa na atmosfera gira em torno de 387 ppm.
Para países emergentes, como Brasil, China, Índia e África do Sul, o limite de 350 ppm não é bem aceito, porque pode se tornar uma barreira para o crescimento econômico.
Enquanto o bloco dos países em desenvolvimento parece apresentar rachaduras, a histórica desconfiança entre o grupo e os países industrializados não mostra sinais de redução.
Em entrevista coletiva da União Europeia, o negociador-chefe sueco, Anders Turesson, reclamou da ação da China, com apoio do G77, que estaria vetando a discussão de metas para países desenvolvidos no grupo que negocia um acordo pós-Kyoto.
Os chineses defendem que as metas dos países ricos sejam estabelecidas pelo grupo que negocia a expansão do Protocolo de Kyoto, e não em um acordo separado.
O problema, para os europeus, é que os Estados Unidos não participam das discussões de Kyoto, já que nunca ratificaram o tratado.
O sueco deixou claro que a primeira opção da Europa é a criação de um único instrumento legal que aborde todos os países.

Alecrim

Só arroto de boi equivale a 69% dos gases-estufa por desmate no Cerrado

As emissões de metano liberadas por arrotos de bois e vacas que pastam no Cerrado equivalem a nada menos que 69% do total de gases-estufa emitidos por desflorestamento e queimadas para pastagens nessa região. O bom funcionamento estomacal do gado libera metano (CH4), um gás suficientemente potente para entrar nos cálculos do aquecimento global .
Na Amazônia o rebanho bovino não é tão ambientalmente incorreto: a fermentação entérica naquele bioma equivale a 10% do estrago causado para implantar pastagens.
Os dados são de estudo coordenado por Mercedes Bustamante, da Universidade de Brasília (UnB), Carlos Nobre, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e Roberto Smeraldi, da ONG Amigos da Terra – Amazônia Brasileira. O trabalho mostra, pela primeira vez, que metade das emissões de gases-estufa do Brasil vem da pecuária .
 Para reduzir essa fermentação nociva ao planeta, os especialistas recomendam melhoria genética do rebanho e “melhoria na dieta”.
O Brasil tem aproximadamente 190 milhões de cabeças de gado, o maior rebanho bovino comercial do mundo. Dá um boi ou vaca para cada habitante. As exportações da carne representam cerca de 24% da produção total, sendo a Rússia a maior importadora.
 A boa notícia é que as emissões da pecuária recuaram de 1,090 bilhão de toneladas para 813 milhões entre 2003 e 2008, seguindo o recuo do desmatamento em si. Na Amazônia, o recuo foi de 775 milhões para 499 milhões; no Cerrado, 231 milhões para 229 milhões; no resto do país, 87 milhões para 84 milhões.
via: G1

Tacho, Jornal NH

REFLITA… OTIMA SEMANA PARA TODOS…


Cleyton

Amarildo, A Gazeta -ES

Junião, Diário do Povo

Duke, O Tempo

Regi, Correio Amazonense

Não confiem no ’sorriso gentil’ de Obama, aconselha Fidel Castro

O ex-presidente cubano Fidel Castro recomendou na segunda-feira (14) que ninguém confie no “sorriso gentil” do presidente dos EUA, Barack Obama, e alertou que Washington trama contra governos esquerdistas da América Latina, inclusive o da Venezuela.

Fidel, de 83 anos, que governou a ilha por quase 50 anos, até que sua saúde o obrigou a transferir o poder a seu irmão Raúl, em 2008, inicialmente elogiou a eleição de Obama, mas depois de tornou cada vez mais crítico.
Em carta lida pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez, num encontro de líderes esquerdistas em Havana, Fidel disse que os EUA apoiam movimentos direitistas na esperança de enfraquecer Chávez e outros líderes socialistas da região.
“As reais intenções do império são óbvias, desta vez por baixo do sorriso gentil e do rosto afro-americano de Barack Obama”, disse a carta. “O império está se mobilizando por detrás de forças direitistas na América Latina para atacar a Venezuela e, assim, atacar (outros) Estados.”
Fidel, que encabeçou a Revolução Cubana que tomou o poder em 1959, criticou a posição dos EUA com relação ao golpe militar de 28 de junho em Honduras, e um acordo que permite a presença militar norte-americana em sete bases colombianas.
O ex-presidente só é visto em fotos e vídeos ocasionais desde junho de 2006, mas mantém sua influência nos bastidores do governo e escreve regularmente artigos na imprensa estatal.
Na semana passada, ele recriminou Obama por aceitar o Prêmio Nobel da Paz num momento em que amplia o envolvimento dos EUA com a guerra do Afeganistão.
Na segunda-feira, Chávez ironizou Obama, dizendo que ele conquistara o “Prêmio Nobel da Guerra”

COP 15

….Está quase no fim da tão esperada COP 15  (Cúpula das Nações Unidas para as Mudanças Climáticas, segue abaixo um resultado bastante “expressivo dessa gRande reunião. 

…2010?

A charge abaixo nos faz refletir sobre o nosso planeta, ou melhor, sobre nossas atitudes em relação ao planeta. Que em 2010 possamos fazer a nossa parte independe dos “grandes” representantes das nações, pense nisso e um FELIZ FUTURO - PRESENTE!

J. Bosco. O Litoral

Geopolítica

geopolitica
Geopolítica: interpretando os fatos da atualidade

Saiba o que é Geopolítica, área da Geografia, atualidades, conceito, definição
 

Definição

A Geopolítica é uma área da Geografia que tem como objetivo fazer a interpretação dos fatos da atualidade e do desenvolvimento políticos dos países usando como parâmetros principais ás informações geográficas.

A geopolítica visa também compreender e explicar os conflitos internacionais da atualidade e as principais questões políticas da atualidade.

Os principais temas estudados pela Geopolítica na atualidade são: Globalização, Conflito árabe-israelense, influência dos Estados Unidos no mundo atual, Nova Ordem Mundial e o uso dos recursos energéticos no mundo.

 

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Geografia: a mais importante de todas as matérias da escola? Só se o mundo for uma bola!





Aí está uma idéia que pode parecer estranha diante do que a maioria de nós está acostumada a pensar: a Geografia é, poderia ser ou, melhor, deveria ser a mais importante de todas as disciplinas escolares.
Essa é uma noção atípica pois, infelizmente, o ensino da Geografia na escola ainda é associado a duas idéias principais:
- Ela é uma disciplina que leva ao extremo o recurso à "decoreba". Nós fomos educados assim e, apesar de todas as mudanças, ainda podemos dizer que, para tirar boas notas em Geografia, em pleno século XXI, o mais importante continua sendo ter uma boa memória.
- A Geografia é uma matéria que quase nunca reprova e é mais fácil e menos decisiva do que Matemática ou Língua Portuguesa. A aula de Geografia é um bom momento para fazer um pouco mais de bagunça, até mesmo porque, em geral, professores de Geografia são "mais bonzinhos"...
Neste artigo, gostaria de tentar mudar um pouco a visão de quem pensa assim e dividir algumas idéias que fazem com que nós, geógrafos, tenhamos grande orgulho e prazer com nossa profissão (embora ninguém, ao que parece, esteja ficando muito rico).
Enfim, a visão da "decoreba" e da matéria menos séria é triste, porque a Geografia não é nada disso: ela é uma ciência que integra contribuições de todas os campos do saber e que deve ter uma função central na necessária renovação do ensino.
Por que isso acontece? Em primeiro lugar, porque é a Geografia que garante um espaço específico para o tratamento das questões sociais e ecológicas dentro das escolas, permitindo que os problemas do mundo sejam discutidos nas salas de aula.
Quando os meios de comunicação mostram incessantemente imagens de terroristas agindo nos mais recônditos cantos do planeta, é possível que a escola ignore isso? E quando o clima do planeta dá sinais de alterações perturbadoras, talvez por influência da atividade industrial humana, é aceitável deixar de discutir isso? É claro que não, a não ser que a escola desista de ter entre os seus objetivos o de ajudar a entender o mundo.
É por isso que um amigo geógrafo sempre diz que "um bom professor de Geografia vai para a sala de aula com um jornal e um globo terrestre". Claro, pois tudo o que está acontecendo de importante no mundo pode servir como ponto de partida para o trabalho do professor de Geografia.
E no que deve consistir esse trabalho? Basicamente em mobilizar a curiosidade e as idéias que os alunos já têm sobre os temas debatidos e, com base nisso, conduzir atividades em que vamos localizar, mapear, comparar e analisar criticamente os fenômenos discutidos. É exatamente por isso que há muitas décadas já se afirma que, na escola, a Geografia é fundamental para levar alunos e alunas além da visão superficial e sensacionalista das manchetes dos jornais e da TV.
Então, a Geografia é importante porque, mesmo na escola mais tradicional, abre espaço para que os problemas reais do mundo sejam discutidos e aprofundados. Esse processo revela um outro aspecto importante dessa disciplina: ela pode englobar abordagens de várias outras matérias. Um bom trabalho provoca a necessidade de pesquisar e discutir questões históricas e científicas, produzir textos de síntese, levantar dados numéricos e usar a matemática em um sem-fim de tipos de análises. Ou seja, em um trabalho sério de Geografia, todas as disciplinas devem dar sua contribuição; todas as matérias podem "estar contidas" nela. A Geografia, veja só que chique, é multi e interdisciplinar!
Aliás, não são apenas os geógrafos que afirmam isso. Um dos grandes pensadores da complexidade, da renovação da ciência e de seus paradigmas é o francês Edgar Morin, que reconhece que "o desenvolvimento das ciências da Terra e da Ecologia revitalizam a Geografia, ciência complexa por princípio, uma vez que abrange a física terrestre, a biosfera e as implantações humanas" [i] . Ou seja, uma Geografia que não seja multidisciplinar não merece esse nome.
Com todo esse potencial, dói ver que a Geografia escolar é muitas vezes associada a coisas como decorar o nome de rios e de capitais...
Talvez eu já tenha conseguido provocar alguma perturbação em sua concepção da Geografia e do papel dela na escola. Para concluir, afirmo (juntamente com muitos geógrafos) que a Geografia deve ser, cada vez mais, explorada como a mais importante das disciplinas, para atingirmos dois objetivos em nossas escolas. Esses objetivos podem parecer contraditórios, mas, na verdade, são profundamente complementares:
- Pelo conhecimento do espaço local e pela comparação dele com outros lugares, ajudar cada um(a) a compreender melhor sua inserção territorial e cultural, o que contribui para a construção de uma identidade pessoal e comunitária mais rica. Conhecer cada vez mais e melhor seu lugar, sua cultura e as pessoas que vivem nos mesmos espaços que nós.
- Pelo tratamento global dos problemas, pela busca de características comuns, pela análise da distribuição e da evolução espacial dos fenômenos e pelo uso constante do globo e de mapas, levar os(as) estudantes a conhecerem cada vez melhor o planeta em que vivemos. É a Geografia que possui a mais nobre das missões na escola do século XXI: preparar nossas crianças e adolescentes para a superação dos patriotismos e regionalismos estreitos, e formar para o respeito às diferenças e para o que nós chamamos de "cidadania planetária".
O francês Paul Claval, um grande geógrafo, encerra um de seus livros afirmando que "concebida dessa maneira, a Geografia prepara os homens para serem cidadãos do mundo. É nisso que acredito sinceramente" [ii] . Eu também!
Afinal de contas, o mundo é mesmo quase uma bola, estamos todos no mesmo barco redondo com sua atmosfera fantástica, o que acontece aqui sempre tem implicações acolá, e não podemos mais nos dar ao luxo de educar nossas crianças como se isso não fosse uma verdade fundamental. Precisamos da Geografia para nos conhecermos, para conhecermos nosso mundo respeitando sua diversidade e complexidade e para construirmos a cidadania planetária. Decore isso...


[i] Edgar Morin. "A cabeça bem-feita". São Paulo, Editora Cortez, 2003. Página 28. Sublinhado por nós.
[ii] Paul Claval. "La géographie comme genre de vie". Paris, L’Harmattan, 1996. Página 136.

sábado, 9 de janeiro de 2010

O PAPEL DO PROFESSOR DE GEOGRAFIA NA FORMAÇÃO PESSOAS




Marisa Terezinha Rosa Valladares (*) texto publicado em Profiss?o Mestre – Ano 6 Nº 86 – 24/09/2008

"Não pretendo fazer uma falação calcada em otimismo demagógico, nem discutir as conhecidas dificuldades que entremeiam o nosso caminho. Gostaria mais de falar de eixos norteadores de minha tentativa pessoal de contribuir na construção de uma sociedade justa e solidária: são eles a responsabilidade, o compromisso, a esperança e o amor. São palavras um tanto quanto desgastadas pelo seu uso constante em discursos de toda a espécie. Todavia, têm para mim um significado muito além desta dimensão: são verdadeiramente os pontos cardeais que utilizo para não me deixar prender pelos nós do mau uso delas.
A responsabilidade é aquela premissa de estar sempre buscando a coerência entre a teoria e prática, entre o dito e o feito, entre o querer e o fazer. É ela que me faz ser meiga e dócil no trato com alunos e colegas, por entender que as relações de aprendizagem e de trabalho precisam ser prazeirosas e gentis para serem frutíferas. É ela também que me faz vencer uma enorme timidez para expor as coisas em que acredito. É dela que retiro forças para vencer a temeridade de calar, quando seria fácil – e até cômodo – ficar quietinha no canto. Ela me faz falar e brigar, como se nem fosse eu mesma... Também me faz vencer o cansaço, em noites que me debruço sobre livros. Com ela transformo, não sei por que magia, as 24 horas do dia em muitas, muitas mais que eu possa entender ou explicar! A responsabilidade de me fazer exemplo para alunos conseguiu alterar a calma e mansa forma de olhar o mundo, que me legou a minha educação familiar para uma forma mais ativa e crítica de analisar o que me rodeia. Por causa dela, perdi um pouco da ingenuidade no julgamento dos fatos e me percebi aprendendo a espiar o que há por trás deles.
E aí ela se acorrentou ao compromisso: o que antes era certo porque diziam ser certo, passou a ser a fonte do querer descobrir. O que se declarava ser sacerdócio, abnegação, transformou-se em luta, em engajamento não mais solitário, mas essencialmente coletivo. O compromisso não é um ato individual, é uma postura social e política. Ele exige uma expansão que extrapola nossa dimensão, porque quer mais e só sobrevive se nos dispusermos a fazer crer no que cremos, mais e mais pessoas. Está diretamente ligado à competência profissional e pessoal de crescer, de aprender mais, de lutar mais para transformar em melhor aquilo que fazemos e vivenciamos.
Mas não me basta só isto. Para poder levar avante o compromisso com responsabilidade, não abro mão de cultivar a esperança. Não aquela esperança frouxa de que vai acontecer,  mas a esperança  como aquela de quem sabe faz a hora e não espera acontecer. Partilho da mesma esperança de Paulo Freire em sua Pedagogia. É uma esperança que se constrói, na certeza de que é possível. Ela me sustenta na superação de dificuldades e me impulsiona rumo ao futuro. Ela me emociona com pequenas vitórias e não me deixa desiludir nos fracassos. Com a esperança, me resgato dos cinqüenta e sete anos vividos e me torna mais disposta a perseverar. Ela me dá a coragem de arrancar de cada tropeço, um impulso para a frente e não para o chão.
E aí, vem o amor. Não é um amor piegas, nem um amor de mão única. É um amor que me dá asas à imaginação e me faz ver o mundo sempre colorido, mesmo quando o dia é cinzento e chuvoso. É a base do meu dia-a-dia, é unificador de minhas convicções e o meu próprio perdão aos meus desacertos. É o meu elo com todos os outros, superando desafetos, diferenças, incompreensões...

Com estes parâmetros construí minha práxis pedagógica. Retirei deles a convicção de que a Geografia seria o meu caminho para fazer Educação. Através deles vislumbro uma Geografia que não é só localizar e nem apenas explicar fatos ou fenômenos geográficos, mas é concretizar uma ação transformadora da/na sociedade. Não acredito numa Geografia fria de conceitos bem ou mal formulados. Acredito numa Geografia que canta ou murmura em rios que se salvam de ações de uma sociedade imediatista e sem um planejamento sério e compromissado com o amanhã; vibra e vive com mulheres e homens de qualquer classe, raça, crença, sexo, nacionalidade ou convicção política; ri e chora com companheiros vivos ou inertes deste Planeta Azul. Creio numa Geografia que se faz com crianças, jovens e adultos, sem aquela decoreba sem graça que não conduz a nada, sem aquele desfiar inútil de números estatísticos e de nomes sem nenhum significado, porque sãodescontextualizados.
Acredito que a Geografia permite fazer a leitura do  mundo muito além do simples ato de codificar ou decodificar símbolos alfabéticos: ela nos permite ler na observação dos astros do Universo que nos rodeia, nas montanhas que se elevam ou nos mares que se prolongam até ao horizonte, nos vales ensombrecidos, nas florestas decapitadas pelos homens, no trigo que brota, na fábrica que apita e solta fumaça no ar, nos homens de ombros caídos e na fala dos seus dirigentes ... Ela não só nos conta as coisas, mas nos permite pensar, ao analisá-las, em como mudá-las, uma vez que  estamos todos nelas inseridos.
Para fazer esta GEOgrafia, acredito numa metodologia de prazer que inclua leituras, pelo simples prazer de ler e buscar saber como outros constroem seu conhecimento, verificando as diferentes "verdades" que cada autor produz. Proponho uma Geografia que se aproprie do prazer de jogos inocentes que possibilitam testar convicções sem disparar o terror das perguntas, nas quais não cabem certezas para errar, nem erros para acertar, apenas tentativas  para medir conhecimento com zero ou dez, certo ou errado. Quero uma Geografia que use a música, a história em quadrinhos, o filme, a poesia, a dramatização, a observação e o diálogo. Gosto de textos em que o autor conversa comigo e não daqueles que falam com a própria ciência. Prefiro rir com o professor que me mostra o mundo como gente o u me provoca ao mostrar o homem como lobo do próprio homem. Não quero fazer Geografia insossa de aspectos físicos, humanos e econômicos, como se o homem não fizesse parte da natureza e o econômico não fosse produzido pelo humano. Quero a Geografia una, inteira, aquela que me conta como a Terra é um organismo vivo - Gaia - que precisamos  cuidar para  as futuras gerações, nossos netos, bisnetos, tataranetos e seus descendentes...
Penso que o papel do professor de Geografia na formação de uma sociedade crítica não precisa ser de um cavaleiro do Apocalipse, duro e cruel. Não vejo a necessidade de amargura ou de pseudo-seriedade sem alegria e prazer. A crítica não se faz com critiquice, mas com a capacidade de análise e de reinvenção do que precisa mudar. Se não for assim, de que me vale o futuro? Se não creio na mudança para o melhor, talvez devesse me calar e não ser professora. De que vale um mestre que não crê que a aprendizagem é um ato de amor e não tem limites? Que compromisso há em discutir o que não se acredita que pode mudar? Para que aprender? Para sofrer ou para viver? Prefiro não fechar os olhos para a realidade, mas fitá-la com toda a intensidade, para perc eber onde está seu brilho e fazê-lo incindir sobre suas sombras...Quem sabe assim, a Geografia possa justificar melhor sua existência como ciência e como parte dos estudos escolares."
 (*) Marisa Terezinha Rosa Valladares é professora de Estágio Supervisionado, Didática e Tópicos Especiais de Geografia no Centro de Educação da Universidade Federal do Espírito Santo – Mestre e Doutoranda em Educação.

Milton Almeida dos Santos


Milton Almeida dos Santos (Brotas de Macaúbas, Bahia, 3 de maio de 1926São Paulo, São Paulo, 24 de junho de 2001) foi um geógrafo brasileiro. Apesar de ter se graduado em Direito, Milton destacou-se por seus trabalhos em diversas áreas da Geografia, em especial nos estudos de urbanização do Terceiro Mundo. Foi um dos grandes nomes da renovação da geografia no Brasil ocorrida na década de 1970.Alguns dizem que foi um dos mais populares geógrafos brasileiros.

Biografia

Milton Santos nasceu no município baiano de Brotas de Macaúbas em 3 de maio de 1926. Ainda criança, migrou com sua família para outras cidades baianas, como Ubaituba, Alcobaça e, posteriormente, Salvador. Em Alcobaça, com os pais e os avós maternos (todos professores primários), foi alfabetizado e aprendeu álgebra e a falar francês.
Aos 13 anos, Milton dava aulas de matemática no ginásio em que estudava, o Instituto Baiano de Ensino. Aos 15, passou a lecionar Geografia e, aos 18, prestou vestibular para Direito em Salvador. Enquanto estudante secundário e universitário marcou presença na militância política de esquerda. Formado em Direito, não deixou de se interessar pela Geografia, tanto que fez concurso para professor catedrático no Colégio Municipal de Ilhéus. Nesta cidade, além do magistério desenvolveu atividade jornalística, estreitando sua amizade com políticos de esquerda. Nesta época, escreveu o livro Zona do Cacau, posteriormente incluído na Coleção Brasiliana, já com influência da Escola Regional francesa.
Em 1958, concluiu seu doutorado na Universidade de Strasburgo, na fronteira da França com a Alemanha. Ao regressar ao Brasil, criou o Laboratório de Geomorfologia e Estudos Regionais, mantendo intercâmbio com os mestres franceses. Após seu doutorado, teve presença marcante na vida acadêmica, em atividades jornalísticas e políticas de Salvador. Em 1960, o presidente Jânio Quadros o nomeia para a subchefia do Gabinete Civil, tendo viajado a Cuba com a comitiva presidencial - o que lhe valeu registro nos órgãos de segurança nacional após o golpe de 1964

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

JOGOS DE GEOGRAFIA

Nesta seção disponibilizamos uma série de jogos para você aprender Geografia de forma descontraída.

Jogo das bandeiras: o retângulo deverá atingir a posição central somente quando a bandeira corresponder ao país indicado na parte superior.
Jogo das capitais: jogo onde você deve tentar adivinhar as capitais de diversos países.
Colorindo a América: pinte os países da América do Sul com as cores indicadas.
Pintando o Brasil: pinte várias regiões do Brasil conforme as instruções.
Rosa-dos-ventos: posicione os pontos cardeais na rosa-dos-ventos.
Jogo das populações: tente descobrir a população dos países.

GEOGRAFIA ECONÔMICA

A Geografia Econômica é o estudo da diversidade de condições econômicas sobre a Terra. A economia de uma área geográfica pode ser influenciada pelo clima, pela geologia, Geografia Econômica e também pelos fatores político-sociais.


Os estudiosos em geografia econômica têm por foco os aspectos espaciais das atividades econômicas em várias escalas. A distância de uma cidade como um mercado com demanda para diversos produtos tem papel significativo nas decisões econômicas das empresas, enquanto outros fatores como o acesso ao mar por portos marítimos, ou a presença de matéria prima como petróleo afetam as condições econômicas dos países.

"Em breve materiais sobre este tema".

GEOGRAFIA HUMANA

A Geografia Humana tem como principal objetivo a realização de um estudo das relações do homem com o meio físico, levando em conta que ele é um agente transformador da superfície do planeta Terra. Essas transformações que acontecem em razão das necessidades sociais atingem a economia, fluxo de migração, meio-ambiente, indústria, tecnologia, turismo, agropecuária, conflitos no campo, atividades sociais, políticas e culturais, enfim todas as relações humanas desenvolvidas no território nacional.

"Em breve materiais sobre este tema".

GEÓGRAFO


O Geógrafo, por Johannes Vermeer.

Recebe o nome de Geógrafo o profissional que estuda a geografia.


Os geógrafos não apenas investigam os aspectos físico-sociais da Terra como também as razões destes aspectos e as possíveis consequências para o ambiente.


O Geógrafo no Brasil é o profissional que concluiu o Bacharelado em Geografia, legalmente habilitado através da Lei 6664/79, e obtém seu ao registro no CREA- Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura - de seu estado.


A distinção profissional entre um Geógrafo e um Professor de Geografia é que o Geógrafo possui habilitação para emissão de pareceres técnicos, desde que regularmente associado ao CREA, assim como para a elaboração de EIA/RIMA (estudo prévio de impacto ambiental e relatório de impacto ambiental), podendo também prestar concursos públicos para quadros estatais que precisem de bacharelados.


O professor de Geografia é o profissional que tem titulação de Licenciado em Geografia, podendo exercer legalmente exclusivamente as funções de docência, do 6º ano ao 9º ano do Ensino Fundamental e Ensino Médio.


Para lecionar no Ensino Superior, tanto para o bacharel quanto para o licenciado, o requisito é um curso de mestrado, não essencialmente na área de Geografia, mas nas áreas afins.

No dia 29 de maio é comemorado o dia do geógrafo.

FUSOS HORÁRIOS

Nosso planeta possui uma forma esférica, por essa razão quando realiza o movimento de rotação (movimento que a Terra realiza em torno de si própria), uma parte fica iluminada pelo Sol, enquanto a outra fica escura. Na medida em que este movimento se realiza, as áreas que estavam iluminadas vão gradualmente perdendo sua luminosidade, ou seja, onde é manhã logo passa a ser tarde, e assim por diante.

A Terra possui 360°, e o dia é composto por 24 horas. Então, se dividirmos 360° por 24, totalizamos 15°, o que corresponde a 60 minutos, ou seja, 1 hora. O movimento de rotação é responsável pelo surgimento dos dias e das noites. O homem instituiu horários distintos no mundo, e a partir daí foi inserindo o sistema de fusos horários.

O mundo todo possui ao todo 24 fusos e cada um desses corresponde a uma linha imaginária traçada de um pólo ao outro. Dessa maneira, cada fuso se encontra entre dois meridianos. Toda porção terrestre que se estabelece nesse intervalo possui o mesmo horário.

Antes da implantação dos fusos, existiam diversos contratempos e problemas, por isso em 1884 foi realizada nos Estados Unidos, uma conferência de astrônomos na qual foi discutida a padronização dos horários em todos os pontos do planeta. O Meridiano de Greenwich é o meridiano principal, uma vez que esse é o ponto inicial ou referencial para a implantação dos fusos. A partir então do Meridiano de Greenwich, no sentido leste, a cada fuso adianta-se uma hora, e no sentido oeste, atrasa-se uma hora. Por exemplo: Quando em Los Angeles nos EUA for 14 horas, em Bagdá no Iraque (cidade localizada a onze fusos de diferença) será 1 hora.

DICIONÁRIO DE GEOGRAFIA

Altitude
Distância vertical deste ponto até o nível zero, geralmente, o nível médio do mar.

Atlas
Conjunto de mapas agrupados em um livro.

Bacia Hidrográfica
Área drenada por um rio principal e seus tributários. As bacias hidrográficas recebem o nome do rio principal, sendo também chamadas bacias fluviais ou bacias de drenagem.

Barômetro
Instrumento utilizado em Topografia para determinação da altitude de pontos da superfície terrestre em função de sua pressão atmosférica.

Carta Geográfica
Carta topográfica de escala pequena, em regra inferior a 1/500 000, que representa os traços mais gerais de vastas regiões do globo terrestre.

Carta Náutica
Carta temática destinada a dar suporte a navegação marítima e que apresenta, sobre um fundo de informação topográfica e hidrográfica mais ou menos simplificada, informação específica relevante para a condução da navegação perigos e ajudas à navegação, corredores de tráfego marítimo, informação oceanográfica e meteorológica.

Carta Política
Carta temática que representa informação de aspectos com relevância política dos países, especialmente as divisões territoriais e administrativas e os centros populacionais mais importantes.

Carta Temática
Carta cujo objetivo é representar informação, ou apoiar atividades, de caráter especializado. Tipicamente, as cartas temáticas apresentam, sobre um fundo de informação geral mais ou menos simplificado, muitas vezes extraído de cartas topográficas, hidrográficas e administrativas, fenômenos localizáveis de qualquer natureza, sob forma qualitativa ou quantitativa. São cartas temáticas as cartas políticas, meteorológicas, demográficas, geológicas, etc...

Carta Topográfica
Carta de base que representa de maneira fiel e pormenorizadamente quanto à escala o permita, a topografia da superfície terrestre. O termo geralmente é aplicado às cartas de maior escala, em regra igual ou superior a 1:50 000.

Carta Imagem
Carta obtida por meio de referenciamento e correção geométrica de uma imagem aérea ou de satélite.

Cartografia
Conjunto de estudos e operações científicas, artísticas e técnicas, baseado no resultado de observações diretas ou de análise de documentação, visando a elaboração e preparação de cartas, projetos e outras formas de expressão, bem como sua utilização.

Cartógrafo
Pessoa que elabora mapas ou cartas geográficas.

Círculo Polar Antártico
Círculo ou linha imaginária que aponta, ao redor do pólo sul, o alcance máximo dos raios solares no dia 21 de junho, ou seja, quando começa o verão no hemisfério norte.

Círculo Polar Ártico
Círculo imaginário que aponta, ao redor do pólo norte, o alcance máximo dos raios solares no dia 22 de dezembro, ou seja, quando começa o verão no hemisfério sul.

Cobertura Aerofotogramétrica
Conjunto de fotografias de determinada região que obtidas por meio de uma câmara fotogramétrica de precisão a bordo de uma aeronave.

Convenções cartográficas
Legenda. Parte de uma carta ou mapa, que contém o significado de todos os símbolos, cores e traços empregados na representação do desenho técnico cartográfico.

Coordenadas
Valores lineares e/ou angulares que indicam a posição ocupada por um ponto num sistema de referência qualquer.

Coordenadas Cartesianas
Sistema de referência posicional no qual a localização é medida em dois ou três eixos ortogonais (perpendiculares). As coordenadas cartesianas diferem das coordenadas latitude e longitude por estas últimas compreenderem um sistema de referência esférico.

Coordenadas Geodésicas
Os valores de longitude e latitude que definem a posição de um ponto na superfície da terra, em relação ao elipsóide de referência.

Coordenadas Geográficas
Termo global usado geralmente para indicar, tanto as coordenadas geodésicas quanto as coordenadas astronômicas, o mesmo que coordenadas terrestres.

Croquis
Mapa temático, essencialmente concebido com fins explicativos, que representa, de forma muito generalizada, fenômenos geográficos no seu conjunto, realçando as suas relações espaciais.

Curvas de Nível
Linhas curvas representadas numa carta ou mapa, que unem pontos de mesma elevação e que se destinam a retratar a forma do terreno.

Dado
Qualquer tipo de representação que tenha um significado.

Equador
Grande círculo imaginário traçado em volta da Terra no plano perpendicular ao eixo terrestre, a igual distância dos pólos norte e sul, dividindo, portanto a Terra em hemisfério setentrional e hemisfério meridional.

Escala
Relação entre as dimensões de elementos representados numa carta ou mapa e suas dimensões reais (naturais) correspondentes.

Escala Gráfica
Tipo de escala cartográfica, utilizada na elaboração de plantas, cartas e mapas, em que a relação entre as distâncias reais e as distâncias representadas no papel é dada por um segmento de reta em que uma unidade de medida na reta corresponde a uma determinada medida real, conforme a relação utilizada.

Escala Numérica
Escala cartográfica utilizada na elaboração de plantas e mapas, em que a relação entre as distâncias reais e as distâncias representadas no papel é dada por números, em regra na forma de uma fração (por exemplo, 1/50 000 ou 1: 50 000, sendo preferível o segundo).

Fotografias Aéreas
Fotografias obtidas por sensores instalados em aeronaves.

Fotograma
Qualquer fotografia obtida através de uma câmara fotogramétrica.

Fotogrametria
Arte, ciência e tecnologia de obter informações confiáveis de objetos físicos e do meio através do uso de fotografias ou de qualquer outro tipo de registro da energia eletromagnética.

Foto índice
Conjunto de fotografias aéreas, superpostas pelos detalhes que lhes são comuns, reduzido fotograficamente ou de forma digital que permite visualizar o conjunto fotografado.

Fuso
Zona de projeção delimitada por dois meridianos cuja longitude difere de 6 graus e por dois paralelos de latitude 80 graus, Norte e Sul.

Geocodificação
Definição da posição de elementos geográficos referenciada a um sistema de coordenadas padrão. Normalmente é feita por meio da definição de um centróide.

Geodésia
1 - Ciência que procura definir e estabelecer as características naturais e físicas de grandes porções da superfície terrestre.
2 - Ciência que busca a determinação da forma e da extensão da Terra.

Geofísica
Ramo da física experimental que se preocupa em determinar a estrutura, composição e desenvolvimento da Terra, inclusive a atmosfera e a hidrosfera.

Geóide
Superfície equipotencial do campo gravimétrico da Terra que coincide com o nível médio do mar e que se estende por todos os continentes, sem interrupção.

Geomorfologia
Ciência que estuda as formas do relevo, tendo em vista a origem, estrutura e natureza das rochas, o clima e as diferentes forças endógenas e exógenas (de formação das rochas) que, de modo geral, transformam o relevo terrestre.

Geoprocessamento
Tecnologia que compreende o conjunto de procedimentos de entrada, manipulação, armazenamento e análise de dados espacialmente referenciados.

Georreferência
Relação entre as coordenadas de uma planta e as coordenadas do mundo real conhecidas.

GIS
Abreviatura para "Geographic Information System", ou seja, Sistema de Informação Geográfica, sendo a associação de elementos de uma Base Cartográfica a um Banco de Dados Relacional, permitindo ampliar aplicações voltadas para uma administração otimizada.

GMT
Abreviatura de Greenwich Mean Time, hora local do meridiano de Greenwich, adotado como horário padrão internacional e conhecida em português como Hora do meridiano de Greenwich.

GPS
Abreviação para "Global Position System". Sistema criado para a navegação que utiliza sinais emitidos por satélites artificiais. Usado para a navegação e posicionamento no mar, ar e superfície terrestre. O GPS permite ao usuário, por meio do recebimento de sinais de satélites artificiais, definir a exata localização de um ponto qualquer sobre o globo.

Greenwich
Nome da cidade inglesa que marca a longitude zero, ou seja, o meridiano de origem ou meridiano principal, conforme ficou estabelecido desde 1883.

Hemisfério
Designação de cada uma das metades em que a Terra é imaginariamente dividida, pela linha que corta o equador, ou, as metades divididas pelo meridiano de Greenwich.

Hidrografia
Representação das águas continentais e oceânicas do globo terrestre.

Hipsometria
Estudo que aborda a medição das altitudes.

Imagem
Registro permanente em meio digital ou fotográfico de acidentes naturais, artificiais, objetos e atividades, obtido por sensores como o infravermelho, pancromático e satélites de alta resolução.

Imagem de Satélite
Imagem captada por um sensor a bordo de um satélite artificial, transmitida e codificada para uma estação que o rastreia na Terra.

Imagem Multiespectral
Imagem de múltiplas bandas, ou seja, é uma imagem obtida por múltiplos sensores que captam a energia em bandas de diferentes comprimentos de onda.

Imagens de RADAR
Imagens resultantes da combinação de processos fotográficos ou digitais e técnicas de RADAR onde impulsos elétricos ou microondas são emitidos por uma antena em direções predeterminadas, os raios refletidos e devolvidos são recebidos (antena) e utilizados para fornecer imagens que ficam registradas em filme ou em meio digital.

Imagens Orbitais
Nome dado às imagens obtidas por satélites que orbitam ao redor da Terra.

Informação
É um dado codificado.

Informações Georreferenciadas
São ligações de atributos não gráficos ou dados geograficamente referenciados às informações gráficas de um mapa.

Isóbara
Linha que, num mapa, liga os pontos que proporcionam os mesmos valores de pressão atmosférica.

Isoieta
Linha que, num mapa, liga os pontos que apresentam a mesma quantidade de chuva.

LANDSAT
Programa do governo dos EUA de imageamento da superfície terrestre por satélites iniciado pela NASA em meados dos anos 70. Este termo é também empregado para designar um ou mais satélites do programa (Landsat 4, 5, 7), bem como, os dados (imagens) enviados por eles.

Latitude
Indica a medida do arco de meridiano (em graus) compreendido entre o equador (origem das latitudes) e o paralelo do lugar a que diz respeito.

Levantamento Topográfico
Levantamento cujo objetivo principal é a determinação do relevo da superfície terrestre e a localização dos acidentes naturais e artificiais desta superfície.

Levantamentos Gravimétricos
Levantamentos que têm por fim a determinação do valor da gravidade numa série de pontos de uma determinada região.

Longitude
Representa a amplitude do arco do equador ou do paralelo compreendido entre o semi-meridiano de referência (Greenwich, Inglaterra) e o semi-meridiano do lugar estimado.

Mapa
É a representação gráfica, geralmente em uma superfície plana e em determinada escala, das características naturais e artificiais da superfície ou sub-superfície terrestres.

Mapa Digital
Mapa cujo suporte é um meio digital.

Mapa Temático
É a reprodução gráfica, sobre um mapa básico (topográfico, geográfico ou hidrográfico), de sínteses de pesquisa e estudos de temas variados como, por exemplo, agrícolas, arqueológicos, climáticos, econômicos etc.

Mapeamento Sistemático Nacional
Elaboração e preparação de cartas ou mapas do território nacional, em escalas diversas e para fins diversos, segundo normas e padrões pré-estabelecidos por entidades cartográficas.

Meridiano
Elipse ou círculo máximo cujo plano contém o eixo de rotação da Terra. Sobre um determinado meridiano a longitude é constante.

Meridiano Central
Longitude de origem de cada fuso no sistema de coordenadas da projeção UTM.

Meridiano de Greenwich
Meridiano Principal ou Meridiano de Origem, corresponde à longitude 0º, passando pela localidade de Greenwich, na Grã-Bretanha, e sendo convencionado como o meridiano de referência, dividindo a Terra em hemisfério leste ou oriental, e hemisfério oeste ou ocidental, e cuja hora (GMT) é conhecida como o horário padrão internacional no sistema de fusos horários.

Norte Cartográfico
Direção norte dos meridianos numa quadrícula cartográfica.

Norte Geográfico
Direção do pólo Norte, definido pelos meridianos.

Norte Magnético
Direção para onde aponta o pólo Norte de uma agulha magnética, assumida livre de outros efeitos que não sejam o campo magnético da Terra.

Orientação
Termo que remonta aos mapas antigos (medievais) cujo padrão era o de colocar o Leste na parte do topo (como fazemos hoje com o Norte).

Orientação Absoluta
Orientação de um modelo estereoscópico em um Aparelho Restituidor cuja finalidade é determinar a escala e o nivelamento do modelo, utilizando-se os pontos de controle vertical e horizontal que nele aparecem.

Orientação Relativa
Orientação de um modelo estereoscópico em um Aparelho Restituidor cuja finalidade é a determinação exata da posição da câmara no instante da tomada das fotografias.

Projeção Cartográfica
Arranjo sistemático, sobre um plano, da rede geográfica de meridianos e paralelos definida na esfera ou no elipsóide de referência. O processo de transformação, geométrico ou analítico, utilizado para realizar essa representação.

Projeção Central
Ou Cônica, é o processo de redução de uma figura espacial para o plano. Este processo se dá pelo traçado em perspectiva onde cada ponto da superfície é ligado a um ponto de fuga (centro perspectivo do sistema de lentes de uma câmara) e daí projetado no plano de referência (fotografia).

Projeção Cilíndrica
Projeção cartográfica que utiliza um cilindro como superfície de projeção e que, no seu aspecto normal, apresenta os meridianos e os paralelos retilíneos e perpendiculares entre si.

Projeção Conforme
Projeção em que a forma de figuras da superfície cartográfica e os ângulos em torno de pontos são corretamente representados.

Projeção Cônica
Projeção cartográfica que utiliza um cone como superfície de Projeção e que, no seu aspecto normal, apresenta os paralelos circulares e concêntricos, e os meridianos retilíneos e concorrentes no vértice, fazendo entre si ângulos inferiores às respectivas diferenças de longitude.

Projeção Convencional
Projeção cartográfica que não utiliza o conceito de superfície de Projeção, antes sendo construída com base em critérios formulados matematicamente.

Projeção Eqüidistante
Projeção cartográfica em que a escala real é conservada ao longo de certas linhas. Uma Projeção é azimutal eqüidistante quando as distâncias são conservadas ao longo dos círculos máximos que passam pelo centro; eqüidistante meridiana, quando a distância é conservada ao longo dos meridianos; e eqüidistante transversal, quando a distância é conservada ao longo dos paralelos.

Projeção Equivalente
Projeção cartográfica em que a proporção das áreas de todos os objetos representados é conservada, ou seja, em que o módulo de deformação areal é constante e igual à unidade

Projeção Ortogonal
Processo de redução de uma figura espacial para o plano. Este processo se dá pela projeção de cada ponto da figura (terreno) perpendicularmente a um plano de referência (planta).

RADAR (Radio Detection And Ranging)
Dispositivo para determinar a presença, distância e velocidade de um objeto por meio de transmissões de microondas. São atualmente utilizados em diversos campos navegação marítima e aérea, a orientação automática de satélites e mísseis, medição de fenômenos atmosféricos, estudos geológicos, controle de velocidade e fluxos de veículos.

Representação Cartográfica
Representação gráfica geral ou parcial em duas ou três dimensões da configuração da terra ou dos fenômenos correlacionados.

Scanner
Ou Escaner, dispositivo ótico de varredura, que captura imagens e as transfere para um computador.

Sensor
Dispositivo que capta e registra, sob a forma de imagem, a energia refletida ou emitida pela superfície terrestre (terreno, acidentes artificiais, fenômenos físicos etc.)

Sensoriamento Remoto
Registro da energia refletida ou emitida por objetos ou elementos da superfície terrestre, por sensores localizados a grandes distâncias (geralmente no espaço).

SIG-Sistema de Informação Geográfica
Ver GIS.

Símbolo Cartográfico
Expressão gráfica esquemática ou simplificada de um objeto ou fenômeno. Os símbolos podem ser pontuais, lineares ou em mancha, consoante a forma de implantação gráfica.

Topografia
Ciência que procura definir e situar as características naturais e físicas de pequenas porções da superfície terrestre.

Zoneamento
Organização de uma área em zonas ou faixas com fins específicos.

Zoneamento Urbano
Divisão de áreas objetivando a reorganização espacial de uma cidade, como forma de diferenciar as áreas e os fins a que se destinam.

Estações do ano


Chamamos de estação do ano cada uma das quatro subdivisões do ano baseadas em padrões climáticos. São elas: primavera, verão, outono e inverno. As estações do ano ocorrem devido à inclinação da terra em relação ao sol. Podemos dizer então que as estações são ocasionadas pelo eixo de rotação da Terra, juntamente com o movimento da mesma em torno do sol, que dura um ano e recebe o nome de translação. Veja a seguir as características de cada uma delas.

Primavera
(do latim: primo vere, no começo do verão)

Inicia após o Inverno (aproximadamente no dia 20 de março no Hemisfério Norte e 23 de setembro no Hemisfério Sul) e seu sucessor é o Verão (termina aproximadamente no dia 21 de junho no Hemisfério Norte e 21 de dezembro no Hemisfério Sul).

A principal característica da primavera é o reflorescimento da flora e da fauna terrestres.

Verão
(do latim vulgar: veranum, veranuns tempus, tempo primaveril ou primaveral)

Inicia após a Primavera (aproximadamente no dia 21 de junho no Hemisfério Norte e 21 de dezembro no Hemisfério Sul) e seu sucessor é o Outono (termina aproximadamente no dia 23 de setembro no Hemisfério Norte e 21 de março no Hemisfério Sul).

Neste período, as temperaturas permanecem elevadas e os dias são mais longos.

Outono
(do latim autumno)

Inicia após o Verão (aproximadamente no dia 23 de setembro no Hemisfério Norte e 22 de março no Hemisfério Sul) e seu sucessor é o Inverno (termina aproximadamente no dia 21 de dezembro no Hemisfério Norte e 20 de junho no Hemisfério Sul).

Nesta estação, os dias ficam mais curtos e mais frescos. As folhas e frutas já estão maduras e começam a cair. Os jardins e parques ficam coberto de folhas de todos os tamanhos e cores.

Inverno
(do latim: hibernu, tempus hibernus, tempo hibernal)

Inicia após o Outono (aproximadamente no dia 21 de Dezembro no Hemisfério Norte e 21 de junho no Hemisfério Sul) e seu sucessor é a Primavera (termina aproximadamente no dia 21 de março no Hemisfério Norte e 23 de setembro no Hemisfério Sul).

A principal característica do inverno é a queda da temperatura, podendo variar em algumas regiões bem abaixo de 0 ºC, até mesmo no Brasil.


fonte: http://www.sogeografia.com.br/

Globalização



É a interligação do mundo. No século XX, surgiram novas tecnologias, como a internet que permite a troca rápida de informações entre pessoas de todas as partes do planeta. O que acontece na globalização é a invasão de mercadorias, serviços, tecnologias, pessoas, etc., de várias partes do mundo em diversos lugares e vise e versa. Esse processo atual de globalização nada mais é do que a mais recente fase da expansão capitalista. Tal expansão visa aumentar os mercados e, portanto, os lucros, que é o que de fato move os capitais, produtivos ou especulativos, na arena do mercado. As guerras que sempre foram de caráter bélico, na idade contemporânea é cada vez mais econômica e o campo de batalha é o mercado mundial, altamente globalizado. A invasão atual muitas vezes se dá instantaneamente, on-line, via redes mundiais de computadores. Outra visão típica da globalização é a dos especulativos de curto prazo, conhecidos como smart money (dinheiro esperto) ou hot money (dinheiro quente), pois são extremamente esquivos e insaciáveis por lucratividade, se movimentam com grande rapidez em busca de mercados mais interessantes. Os fluxos de capitais produtivos, também conhecidos como investimentos estrangeiros, cresceram significativamente após a Segunda Guerra Mundial. O seu crescimento é a face mais visível da globalização. A maioria dos países empenha-se cada vez mais em atrair investimentos produtivos, porque geram riquezas e estimulam o crescimento econômico. Os principais agentes da globalização da produção são as grandes corporações multinacionais. Segundo dados apresentados no relatório da UNCTAD, em 1998 já havia cerca de 53 mil corporações transnacionais, com 450 mil filiais espalhadas pelo mundo.

Fonte:

www.alunosonline.com.br/geografia/globalizacao/

O capitalismo sem regra no Brasil

O capitalismo é um sistema econômico e política que têm como prática a mais valia. Uma industria produz algo por um valor e vende por outro. Um comerciante compra uma produto e vende mais caro. Isso é ajustado e está dentro das regras do sistema. Sem infantilismos, não é pecado lucrar e nem ganhar dinheiro.


Acontece que o capitalismo tem controle. Uma empresa não pode exercer monopólio e várias empresas não podem se juntar e fazer um acordo para controlar o preço de um produto, fazendo um cartel. As regras do capitalismo ocorrem para valer a antiga lei da oferta e procura.

Em tempo de crise, como agora, é comum haver deflação, pois com a baixa no consumo, as empresas tenderão a baixar o preço de seus produtos para vender mais. Pois a circulação de dinheiro e de mercadorias é sinônimo de saude de mercado. Se um empresa tem produtos emperrados, ela está na pior.

Nos Estados Unidos, que é o país onde o capitalismo está no "way of life" da população, é possivel achar promoções de mais de 70%. Lá, tudo baixou de preço. Os imóveis, que são os vilões da crise, estão mais baratos do que há 10 anos atrás (e mesmo assim não tem gente que os compre).

Um dos principais indicadores de crise é o preço das commodities, que são as principais matérias primas da indústria, como aço, petróleo, gás etc... Como elas são regidas pela lei de mercado, se a economia estiver aquecida, o preço destas matérias primas sobem, se o mercado estiver em baixo, elas caem.

Com o petróleo podemos notar isso. Antes da crise o barril estava custando US$ 147,00. Agora, ele custa US$35,00 (preço de ontem). Uma baixa de 75%.

Com esta redução gritante no preço desta importante matéria prima, eu achei que a gasolina no país ia ficar mais barata. Pura ilusão...

A Petrobrás resolveu aumentar seu caixa lucrando com a baixa do preço do barril do petróleo, não reajustando o valor dos combustíveis, o que pela regra do capitalismo é ILEGAL!

Com isso, a gasolina do Brasil hoje é a mais cara do mundo. Para você ter uma idéia, nós, pobres brasileiros, pagamos por litro de gasolina 50% mais caro que o americano paga lá nos Estados Unidos pelo mesmo produto. Detalhe, sem adição de 25% de alcool como aqui. O preço do Diesel no Brasil é 30% mais caro que lá.

Mais uma vez estamos sendo lesados pela conivência do governo que não toma nenhuma atitude. Aliás o governo brasileiro é culpado por muitos dos abusos do capitalismo no país. Diferente de outros lugares onde o Estado é um agente fiscal regulador, aqui ele é agente distribuidor de privilégios à pequenos grupos econômicos, regulando monopólios, como por exemplo, nos Transportes. Já notou que aqui não temos concorrência entre empresas de ônibus? E que as Agências de transporte regulamentam o monopólio das empresas explorarem trechos rodoviários? Pois é...

Esta crise já engoliu cerca de 35% de nossos salários com a desvalorização de nossa moeda frente ao dólar. Mesmo ganhando menos, ainda somos punidos pelas empresas que aumentaram suas taxas de lucro, ilegalmente, para anularem os prejuízos da crise.

Resumindo, este país é o paraíso dos grandes empresários. Pois aqui eles nunca se dão mal, pois é na crise que se ganha mais dinheiro. E o povo? bom, aí já sabem... Nossa triste segunda colocação entre os países mais desiguais do mundo é o resultado destas políticas.